Quarta, 08 Outubro 2008 11:43
Os maiores bancos centrais do mundo anunciaram hoje um forte corte de todas as suas taxas de juro, tendo o Banco Central Europeu reduzido a Refi dos 4,25% para os 3,75%, naquela que é uma medida sem precedentes para tentar aliviar os efeitos económicos da crise financeira.
Deste modo, enquanto a principal taxa de refinanciamento do BCE, a Refi, passou para os 3,75%, a taxa marginal para os 4,75% e a de facilidade de depósito recuou para os 2,75%.
Em conjunto com o Banco Central Europeu, a Reserva Federal dos Estados Unidos baixou a sua taxa de juro de referência dos 2,0% para os 1,5%.
Também o Banco Central do Canadá, o Banco Nacional da Suíça e o Banco Central da Suécia anunciaram hoje reduções das suas respectivas taxas de juro. A taxa de referência canadiana passou para os 2,5%, a da Suíça recuou para os 2,5% e a da Suécia para os 4,25%.
Fonte: Diário Económico
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Quarta, 01 Outubro 2008 10:49
A instabilidade nos mercados de crédito da Zona Euro persiste e continua a impulsionar as Euribor que fixam novos recordes a cada dia que passa. A taxa interbancária a doze meses, a maturidade mais longa, superou, hoje, uma nova fasquia. Está já acima dos 5,5%.
As Euribor, que são habitualmente utilizadas como indexantes dos créditos, nomeadamente há habitação, continuam a reflectir a elevada tensão nos mercados crédito. Há pouca liquidez. E poucos bancos estão dispostos a emprestar dinheiro a outras instituições, receando o incumprimento do contrato.
Mesmo quem empresta pede “prémios” mais elevados. Esses “prémios” estão espelhados na evolução das taxas interbancárias, as Euribor, que têm registado subidas acentuadas, especialmente nos últimos dias. O indexante a seis meses chegou hoje aos 5,405%, enquanto a Euribor a três meses avançou para 5,291%.
A taxa a doze meses registou o menor aumento, mas a subida foi suficiente para superar a fasquia dos 5,5%, fixando-se nos 5,505%. Está já 125 pontos base acima da taxa directora, a do Banco Central Europeu (BCE), que está nos 4,25% e que, segundo os especialistas, poderá descer, em breve.
Realiza-se amanhã a reunião mensal do BCE. Não está afastada a possibilidade de Jean-Claude Trichet anunciar um corte na taxa, mas este cenário é de difícil concretização. Há já bancos de investimento a preverem que a primeira redução do preço do dinheiro, depois de uma série de subidas, aconteça em Dezembro. A opinião geral é de que em 2009 os juros do BCE vão diminuir, mais do que uma vez.
Fonte: Jornal de Negócios
Quinta, 25 Setembro 2008 22:22
A Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (DECO) chegam muitas famílias sobreendividadas e a DECO pode ser, mesmo, uma boa ajuda quando os processos ainda não chegaram aos Tribunais. Entre as soluções mais básicas propostas pela associação está a realização de um orçamento familiar, que constitui o primeiro passo para não acumular dívidas.
Mil cento e dezassete famílias pediram ajuda ao gabinete de apoio ao sobreendividado da DECO, até Agosto, de 2008. Um número superior ao de 2007, que a agravar a situação, na maioria acumula créditos. Natália Nunes revela que «em regra as pessoas que pedem ajuda têm três créditos, habitação, automóvel e pessoais».
Quando os processos que já estão em fase judicial, o papel da DECO limita-se a aconselhar, caso contrário dá-se início à procura de soluções. O primeiro passo aplica-se a todas as pessoas e começa por um simples orçamento familiar. Depois de feitas as contas e caso o valor dos créditos seja superior a 40% do orçamento familiar, está na altura de negociar com as entidades onde têm os créditos.
Já nas entidades de crédito, faz-se o aumento de prazos, a revisão de Spread e, eventualmente, a junção de todos os créditos num só, para fazer uma consolidação. Mas o que acontece é que o valor do crédito diminui e o número de anos aumenta.
Com as taxas Euribor no valor mais elevado desde 2000, a DECO prevê que ao gabinete de apoio ao sobreendividado cheguem ainda mais pedidos de ajuda nos próximos tempos.
Fonte: TVI
Quarta, 24 Setembro 2008 23:47
A partir de hoje pode bater à porta do seu banco, pedir para que as condições do seu empréstimo à habitação sejam revistas e não pagar comissões por isso. Pode poupar mais de 150 euros com a nova legislação, o valor cobrado por alguns bancos.
Hoje entra em vigor a lei da renegociação de crédito, que define que os clientes podem tentar obter novas condições para os seus empréstimos sem que os bancos possam cobrar qualquer valor. Mas atenção: esta lei só abrange contratos à habitação que estejam em vigor. Reforços de capital não estão incluídos e quem já renegociou o contrato com o banco não poderá pedir o reembolso da comissão cobrada.
Fonte: Jornal de Negócios
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