Crédito Online

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Euribor a 6 meses continua a descer

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As Euribor voltaram a perder “terreno”, pela 19ª sessão consecutiva. A taxa interbancária a seis meses acumula já uma descida de quase 75 pontos base, no espaço de pouco mais de três semanas e meia. Fixou-se hoje nos 4,716%, enquanto a taxa a três meses registou um novo mínimo de Março.

Estas taxas, que são utilizadas como indexantes nos crédito, especialmente, à habitação, estão a descer, consecutivamente, desde 10 de Outubro. Segundo a European Banking Federation, a Euribor a três meses registou uma quebra de 4 pontos base para 4,663%, atingindo o nível mais baixo desde 18 de Março.

A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal, também voltou a recuar e acumula já uma descida de 73,3 pontos base em 19 sessões consecutivas de queda. A Euribor desceu para 4,716%, enquanto a taxa interbancária de mais longo-prazo, a doze meses, está agora nos 4,464%.

Continua, assim, a assistir-se a uma correcção dos máximos históricos atingidos nos últimos meses, em resultado da crise financeira. As Euribor continuam, no entanto, a negociar a prémio face à taxa directora do Banco Central Europeu (BCE), de 3,75%, que serve de base para estas taxas interbancárias (as taxas cobradas entre os bancos nos empréstimos que fazem entre si). Amanhã, os juros deverão voltar a descer, para 3,25%.

Mas, apesar das quebras, o mercado interbancário continua a não funcionar correctamente. Há ainda falta de liquidez. Mantém-se a aversão das instituições em emprestar dinheiro a outros bancos (receando o incumprimento no pagamento dos empréstimos), um sinal que é demonstrado com os recordes sucessivos no valor dos depósitos que são efectuados, diariamente, junto do BCE.

Fonte: Jornal de Negócios
 

Renda pode ser 20% mais barata do que a prestação

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Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi o primeiro banco a assumir, ontem, a intenção de criar um Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional. A decisão está tomada, mesmo sem se conhecerem pormenores do seu funcionamento.

Partindo do que já se sabe, estima-se que o negócio permitirá ficar a pagar menos um quinto do valor da prestação. Paulo Sousa, responsável pelo crédito à habitação da Caixa, explicou que, "do que temos analisado, a renda será cerca de 20% mais baixa". Porque o próprio valor da renda será mais baixo e porque o cliente deixará de pagar "condomínio, seguros e Imposto Municipal sobre Imóveis", disse.

Para os bancos, o negócio vai diminuir o crédito malparado, aliviando assim os balanços, sobretudo agora que é difícil obter financiamento e que as dívidas incobráveis dispararam. Numa ronda pelos maiores bancos a operar no país foi possível saber que estão a estudar o processo, mas que só tomarão uma decisão depois de conhecidos os detalhes da lei. Entre as dúvidas ainda existentes estará o preço a pagar pela amortização antecipada do crédito (hoje a comissão vai até 0,5% do montante em dívida num crédito de taxa variável, ou seja, 7500 euros num empréstimo de 150 mil euros).

Se tudo correr como previsto, os detalhes da lei serão conhecidos até ao final do ano e os fundos arrancarão em Janeiro. O desconhecimento dos pormenores de funcionamento dos fundos é uma das razões pelas quais José Eduardo Macedo, presidente da associação dos mediadores imobiliários, não acredita no seu sucesso. Acelerar os processos de despejo por atrasos no pagamento é uma das medidas necessárias para que o arrendamento aumente, defendeu.

Da parte da CGD, Paulo Sousa afirmou que acontecerá "o que sempre aconteceu até hoje: serão usados os mecanismos disponíveis para resolver conflitos", que passam pelos tribunais.

Fonte: Jornal de Notícias
 

Prestação da casa só baixa a partir de Dezembro

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A queda acentuada das taxas Euribor mantém-se, o que representa boas notícias para as famílias. Mas na realidade, quem revir o empréstimo em Novembro ainda não vai ter uma redução da prestação. Só as famílias que tiverem a revisão dos contratos em Dezembro irão sentir a descida da prestação. E isto, se o sentimento de acalmia que se vive no mercado monetário se mantiver.

A média mensal da Euribor a seis meses fixou-se ontem nos 5,333%, depois de sete quedas diárias consecutivas, um valor que está bastante acima da média de Abril que se situou nos 4,795% (mês de referência para as revisões dos contratos de Maio). Se a taxa Euribor mantiver a tendência de queda que se tem verificado, só a média mensal de Novembro deve efectivamente descer. O que significa que as famílias que têm a revisão semestral do contrato em Dezembro devem ser as primeiras a sentirem os efeitos das medidas anunciadas pelos governos europeus e pelos bancos centrais.

Novembro será mesmo o pior mês para contrair um empréstimo desde que as taxas Euribor servem de indexantes nos contratos de crédito. É que a média mensal de Outubro será a mais elevada de sempre, o que faz com que as prestações sejam mais altas. E esta tendência é partilhada pela generalidade das Euribor. A média mensal da taxa a três meses cedeu ontem para os 5,265%, ainda longe dos 4,961% verificados em Julho.

As quedas das taxas Euribor, que são juros interbancários além de serem indexantes nos contratos de crédito, surgiram depois dos governos europeus terem anunciado que iam ser fiadores dos bancos para estes se conseguirem financiar. Esta medida em conjunto com as descidas de juros do BCE e as injecções de dinheiro dos bancos centrais provocaram descidas generalizadas. A Libor a três meses, em dólares, registou ontem a maior queda em nove meses.

Fonte: Jornal de Negócios
 

Comprar ou arrendar casa?

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As taxas de juro do crédito à habitação não param de subir, com a actual crise financeira que parece não ter fim à vista. Neste contexto de grande instabilidade, o arrendamento pode ser uma solução para controlar e reduzir custos mensais. Mas, nas contas finais, há uma premissa importante: na compra de casa, o imóvel é seu.

A crise que se instalou nos mercados financeiros provocou subidas acentuadas nas taxas de juro, o que tem elevado as prestações dos empréstimos à habitação e tornado cada vez mais difícil a gestão mensal das famílias. Com os bancos a tornarem mais restrito o acesso ao crédito, cobrando juros mais altos, o arrendar casa pode ser uma solução mais em conta. Basta pagar uma renda fixa, sem ter outros encargos adicionais. Ao decidir comprar casa, além dos encargos cobrados pelo banco, tem ainda de pagar ao notário, ao Estado e à Câmara Municipal.

A diferença entre ter uma casa própria e pagar a renda de uma habitação pode chegar a superar os 2,5 mil euros por ano. E, apesar de o valor dos encargos mensais ser distinto, não são eles que fazem esta diferença. São, antes, os impostos, as taxas e os seguros obrigatórios.
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Cuidados a ter na mudança de crédito

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Uma das formas para poupar com a prestação da casa pode passar pela renegociação do empréstimo com o banco ou a transferência para outra instituição de crédito  - OIC, como se referem os bancos nestes processos. Em ambos os casos, aconselha-se a estudar bem as opções oferecidas, sempre ciente de que os bancos não emprestam dinheiro por razões de beneficência, mas para ganhar dinheiro.

Por norma, em simulações efectuadas pelo JN Online, deu para perceber que as promoções dos bancos que permitem soluções como deixar para o fim do prazo parte do empréstimo ou a criação de um período de carência são acompanhadas por um spread mais elevado, geralmente acima dos 1%, podendo mesmo chegar aos 1,25% ou 1,5%.

Em caso de transferência, salvo promoções dos bancos, convém ter presente que terá de pagar uma penalização de 0,5% do montante em dívida, para o caso de taxa indexada à Euribor. Em caso de taxa fixa, a penalização é de 2%.
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Entrou recentemente em vigor a lei da renegociação de crédito, que define que os clientes podem tentar obter novas condições para os seus empréstimos sem que os bancos possam cobrar qualquer valor. Saiba em Renegociação de Crédito Habitação.